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Sexto país no ranking dos países mais empreendedores do mundo, as micro e pequenas empresas têm um importantíssimo papel na economia brasileira. De uns tempos para cá, têm começado a receber a atenção das instituições e organismos oficiais. Ainda aquém do necessário, mas já um passo para responder as necessidades e expectativas de um setor que emprega em torno de 60 % das pessoas economicamente ativas do país. Essas iniciativas governamentais, como a Lei Geral para Micro e Pequenas Empresas e a criação do Super Simples na área tributária, já estão surtindo efeito. Dados recentes informam que o índice de empresas abertas que estão conseguindo se manter no mercado aumentou.
É claro que outros fatores influenciam essa estatística positiva. Resultados melhores na economia como um todo facilitam o sucesso de um empreendimento. Aprimorar as técnicas e procedimentos de administração das pequenas empresas também contribui para esse sucesso. De fato, um estudo do Sebrae, organização voltada para o apoio e a educação das pequenas empresas, revelou um dado fundamental para se entender o setor. Ao iniciar um trabalho de capacitação de alguns empreendedores, uma enquête revelava que de 60 a 70% desses empresários apontavam como prioridade para seus negócios acesso a mais dinheiro e crédito. Ao final do curso, poucos mantiveram essa percepção. Ao entrar em contato com modernas ferramentas de administração, como controle de custos e planejamento, por exemplo, os empresários entendiam como fundamental a necessidade de uma gestão moderna e eficiente para que a empresa “desse certo”.
A Lei Geral para Micro e Pequenas Empresas estabelece os valores de faturamento como parâmetros para a classificação das empresas em micro ou pequenas empresas. Já o Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio as Micro e Pequenas Empresas), utiliza o número de empregados para sua classificação. Micro empresas seriam as com quadro de até 9 pessoas (comércio e serviços) ou até 19 (indústria e construção). As empresas que empregam de 10 a 49 (comercio e serviços) ou de 20 a 99 (indústria e construção) são classificadas como pequenas empresas. A propósito, a grande maioria das pequenas e micro empresas concentra-se nos setores de serviço e comércio, com cerca de 80% delas.
As micro e pequenas empresas também têm, potencialmente, a capacidade de descentralizar empregos geograficamente, contribuindo para uma melhor distribuição de renda. É uma opção viável e, feita do jeito certo, rentável para aqueles que perderam seu emprego ou gostariam de explorar novas carreiras. As novas leis e o apoio de organizações sérias também contribuem para que muitas empresas e trabalhadores informais possam ser regularizadas. Essa transformação surte efeitos não só tributários, mas em toda a cadeia produtiva. É importante lembrar, inclusive, que muitas micro e pequenas empresas começam como empresas de “fundo de quintal” e se tornam exportadoras, conquistando mercados e contribuindo de forma relevante para nossa balança comercial.
Vale lembrar também a contribuição de um instrumento de mídia, a revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios. Lançada em dezembro de 1988, a revista tem se mantido em circulação desde então, contribuindo significativamente para a divulgação de dados do setor, idéias para novos negócios e disseminando ferramentas gerenciais e de administração para as pequenas empresas. A contribuição da revista é complementada por um programa televisivo exibido semanalmente. A revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios contribuiu também para o aumento da visibilidade e da importância do setor, apoiando e difundindo as reivindicações e problemas dos empreendedores.
Para saber mais sobre micro e pequenas empresas, visite sempre nossa página. Mantemos informações e dicas atualizadas sobre o assunto.